Comitê da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá

Boas ideias merecem ser divulgadas: jovem holandês cria sistemas de limpeza de lixo de oceanos

Lixo plástico coletado pelo sistema de redes criado pelo holandês Boyan Slat, da The Ocean Cleanup – G1/Divulgação

A meta é audaciosa, mas, nem por isso, impossível. Um adolescente holandês de 16 anos estava mergulhando na Grécia em 2013 e encontrou, no mar, mais sacolas plásticas do que peixes. Ele, então, pensou: “Como podemos limpar isso tudo?”. Dessa ideia nasceu a iniciativa de criar barragens móveis para recolher o lixo sólido dos oceanos. Já no ano seguinte, Boyan Slat recebeu o título de “Campeão do Planeta” da ONU e, depois disso, figurou em diversas listas de jovens promissores, como a Forbes 30 Under e a revista Time. 

Hoje, aos 27 anos e CEO da ONG The Ocean Cleanup, Boyan Slat já criou dois mecanismos de recolhimento de lixo – plástico, em sua maioria – em mares e rios. Todo o material recolhido é levado para bases e encaminhado para reciclagem.  

E a meta audaciosa? Slat quer limpar 80% do lixo em mares e oceanos do planeta até 2030.  

A Câmara Técnica Costeira (CT COST), assim como todo o Comitê da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara (CBH Baía de Guanabara), acredita que boas ideias como essa devem ser divulgadas e incentivadas. A limpeza dos nossos corpos hídricos é absolutamente necessária para a preservação do meio ambiente e também para a garantia da qualidade de vida de todos nós. 

Quer saber mais sobre os coletores? Você pode ler a reportagem abaixo, publicada pelo G1, ou acessar o link http://glo.bo/3Rk2GHy

Boyan Slat, o jovem holandês que quer limpar todos os oceanos – G1/Divulgação

Coleta no mar: como jovem holandês pretende limpar 80% do lixo dos oceanos até 2030 

Boyan Slat decidiu se dedicar à limpeza do mar aos 16 anos e atualmente comanda uma ONG com projetos em alto mar e em rios de vários lugares do mundo. Ele diz que gostaria de atuar também no Brasil. 

O holandês Boyan Slat, de 27 anos, elaborou um sistema que garante retirar 80% do plástico dos oceanos até 2030, e cerca de 90% até 2040. Entenda na reportagem como é o funcionamento da coleta e reciclagem do material recolhido. 

O principal sistema criado por ele funciona como uma espécie de barragem móvel, que é levada por dois barcos. Esse coletor de lixo vai se enchendo conforme os barcos avançam a uma velocidade determinada, e conforme o plástico vai se movendo por conta das correntes marítimas (veja na imagem abaixo). 

Quando fica cheia, essa espécie de rede é fechada, selada e levada até o barco, onde é descarregada. Depois que os navios que operam o sistema ficam cheios de plástico, o lixo é levado até um centro de reciclagem em terra firme. 

Como localizar os plásticos? 

Para encontrar os locais ideais para limpeza, a ONG utiliza modelos matemáticos que preveem em quais lugares do oceano o plástico tem mais chances de se acumular. 

Além deste sistema de coleta no mar, a ONG comandada pelo holandês também desenvolveu um equipamento movido a energia solar para retirar o lixo dos rios antes mesmo que ele chegue até o oceano. 

Chamados de “interceptores”, esses equipamentos também funcionam criando barreiras para o lixo plástico. Atualmente, a ONG já tem dez desses sistemas funcionando em rios de diferentes lugares do mundo, da Jamaica à Indonésia, passando por países como Malásia e República Dominicana. 

Sistema em ação

Boyan Slat tinha apenas 18 anos quando inventou, em 2013, o primeiro protótipo do sistema de limpeza dos mares. Logo depois, em 2014, ele recebeu um prêmio da ONU e começou a ganhar reconhecimento. Foi nessa época que ele passou a atrair investidores para o seu projeto, que atualmente incluem nomes como a banda Coldplay e a fabricante de refrigerantes The Coca-Cola Company. 

Apesar disso, as primeiras operações de limpeza começaram apenas em 2018, quando a The Ocean Cleanup testou o equipamento System 001. Depois, em 2019, uma evolução do mesmo sistema fez a primeira extração de plástico na região conhecida como a Grande Ilha de Lixo do Pacífico. Desde então, o System 001 evoluiu para System 002 – conhecido também como Jenny – para realizar algumas operações de limpeza pontuais ao longo dos anos de 2021 e 2022. 

Agora, o plano ambicioso da ONG é chegar a 10 sistemas em operação na região do Oceano Pacífico que mais concentra lixo plástico, e dobrar o número de equipamentos em funcionamento em rios a cada ano. 

“Agora, nos próximos 12 meses, vamos focar no amadurecimento das nossas soluções. São sistemas comprovados, eles funcionam, então é tudo uma questão de obter mais experiência. Queremos dobrar a quantidade de interceptores nos rios a cada ano, e também aumentar de um para dez sistemas em operação na grande mancha de lixo do Pacífico em 2 anos”, explicou Boyan. 

Seus planos de expansão incluem o Brasil porque, segundo ele, o país é um dos que tem mais rios com potencial para a remoção do lixo plástico. 

“Certamente há muito trabalho para ser feito no Brasil, e nós adoraríamos trabalhar com empresas locais e governos para tentar levar os interceptores para os rios do Brasil também”, afirmou. 

“É um bom investimento para os governos porque é muito mais caro limpar esse lixo na costa, depois que ele já afetou as praias e o turismo, do que simplesmente coletar enquanto ele ainda está nos rios”, completou. 

Redução do lixo 

A criação de Boyan é focada em meios para retirar o lixo que já está no mar, mas o próprio inventor reconhece que é necessário pensar também em estratégias para evitar que a produção de plástico se mantenha nos níveis atuais. Segundo a ONU, 89% do lixo plástico encontrado no mar vem de itens de uso único, como sacolas de plástico e embalagens. 

De acordo com os dados mais recentes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o montante de plástico no oceano é estimado em algo entre 75 e 199 milhões de toneladas. Esse lixo afeta mais de 800 espécies marinhas e costeiras, seja pelo risco de emaranhamento no lixo, seja por mudanças no seu habitat. 

Por conta disso, as discussões da Conferência do Oceano da ONU têm sido focadas na redução do uso de plástico e, a longo prazo, na completa substituição deste material, e não em iniciativas de limpeza pontuais como a que foi criada por Boyan. 

Uma das iniciativas é o chamado Compromisso Global da Nova Economia do Plástico, que foi reconhecido por 22 novos países durante a conferência. Entre os novos signatários do acordo há ainda governos locais, como os dos estados de São Paulo, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, que juntos reúnem quase a metade da população brasileira. 

Conferência do Oceano 

Responsável por cobrir mais de 70% da área do planeta, o oceano é essencial para a manutenção da vida na Terra, mas sua saúde está em perigo – este alerta é o principal foco da Conferência do Oceano da ONU, que ocorre em Portugal até esta sexta (1º). 

O evento reúne delegações de diversos países para promover o desenvolvimento de ações concretas, tanto de países como de instituições privadas, para que as metas da Agenda 2030, também conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), sejam atingidas. No caso do oceano, trata-se do ODS 14, Vida no Mar, que inclui compromissos como a de reduzir significativamente a poluição marinha até 2025. 

Além de fornecer alimento e trabalho, o oceano também tem um papel fundamental na regulação climática do planeta: é ele que garante que a temperatura da Terra fique em níveis adequados para a sobrevivência de diversas espécies, inclusive o homem. 

Mas, por conta da ação humana, os mares têm sofrido diversos desafios, que passam pelo aumento da poluição, causada principalmente por plásticos, e também pela elevação da acidez da água, provocada pela alta nas emissões de carbono na atmosfera. 

Esta reportagem foi produzida no âmbito da 2022 UN Ocean Conference Fellowship, organizada pela Earth Journalism Network da Internews com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian (Reino Unido). 

Novo regimento interno do CBH Baía de Guanabara já está em vigor

Entrou em vigor no dia 15 de junho de 2022 o novo Regimento Interno do Comitê da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá. O documento foi atualizado e aprovado em reunião plenária e, além de estabelecer regras, processos e condutas para a atuação do colegiado, define a composição do CBH Baía de Guanabara e de seus seis Subcomitês. São novidades o aumento de vagas destinadas ao setor de saneamento básico no segmento de Usuários, também para órgãos federais no segmento do Poder Público e a instrumentalização do Conselho de Ética, dentre outras. 

De acordo com o coordenador da Câmara Técnica Institucional e Legal (CTIL), Halphy Rodrigues, o documento foi atualizado considerando, especialmente, a realidade imposta pela pandemia da Covid-19, que popularizou e firmou o uso de reuniões em ambientes virtuais, o que demandou novas regras de realização e conduta dos participantes. “Os encontros e ferramentas virtuais requerem mais atenção porque demandam infraestrutura complexa, novos procedimentos e abrem um leque para possíveis irregularidades”, explica.

Um ponto que muda no regimento em relação ao anterior é o reforço dado à descentralização de decisões, que conferiu maior liberdade para que os Subcomitês deliberem sobre o que é importante para a região onde atuam. “Temos Subcomitê que está na área mais adensada da região metropolitana como o Oeste; temos Subcomitê no meio da cidade do Rio de Janeiro, como é o caso do Lagoa Rodrigo Freitas; e ainda nas áreas periféricas como o de Jacarepaguá, também na cidade do Rio; temos Subcomitês que abrangem outros sete Municípios como o Leste, também o das Lagoas de Itaipu e Piratininga, em Niterói; e o do sistema lagunar de Maricá. Não tem como dar tratamento igual para realidades tão diferentes. Um mesmo regimento para todos teria que ser muito solto e simples. Então, preferimos fazer um regimento mais detalhado, mais condizente com as sub-bacias, além de descentralizado, para dar mais poder de decisão a elas. Desde que não firam o Regimento Interno, os Subcomitês têm autonomia para decidir sobre vários assuntos”, detalha Halphy.

Mudanças no Comitê

Uma das mudanças mais relevantes é a instrumentalização do Conselho de Ética, que se reunirá sempre que for demandado desde que a documentação exigida seja apresentada evidenciando a ocorrência do (s) fato (s) que o motivou. Se constituído, o Conselho terá prazo de 30 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, para realizar as apurações necessárias e emitir Parecer imparcial a ser submetido para aprovação ou não do plenário do Comitê. 

O coordenador da CTIL explica que as ações do Conselho de Ética estarão baseadas na Resolução nº 100 do Comitê, de 14 de outubro de 2021. O documento que também é recente estabelece as regras de conduta e comportamento esperadas de todos os membros do Comitê e dos Subcomitês, especialmente considerando que, durante a pandemia, o uso de ferramentas virtuais se tornou uma obrigatoriedade pela necessidade de imposição do isolamento social e, provavelmente, permanecerão sendo usadas por causa dos benefícios, facilidades e resultados trazidos pelas mesmas. A resolução destaca que, mesmo durante debates, os membros deverão se comportar de maneira cordial e respeitar opiniões diversas. Situações que fujam do estabelecido na Resolução nº 100 serão avaliadas pelo Plenário envolvido e poderão ser levadas ao Conselho de Ética, se assim decidido pela instância máxima – Plenário do CBH Baía de Guanabara.

A composição do plenário do Comitê também foi alterada no número de vagas destinadas ao segmento dos Usuários e Poder Público. Pelo regimento anterior, nas vagas do segmento de Usuários o Setor de “abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto” detinha quatro vagas e agora passa a ter cinco vagas, permitindo com isso uma maior participação das novas Concessões que assumiram os Blocos leiloados da CEDAE. Em contrapartida, reduziu-se neste segmento dos Usuários uma vaga dos Setores de extração mineral e geração de energia, que agora passa a ter apenas uma vaga. Com relação à subdivisão das vagas do Poder Público, no regimento anterior os municípios detinham doze vagas, duas eram destinadas para órgãos estaduais e uma, para órgãos federais. O número de vagas destinadas aos municípios diminuiu para dez e as destinadas ao governo federal aumentaram para três. Essa divisão, no entanto, não precisará ser seguida à risca pelos Subcomitês que, agora, têm autonomia para distribuir as vagas dos Usuários e do Poder Público de acordo com sua necessidade e de forma a atender às demandas da região onde atuam. 

Todas essas mudanças já estão em vigor e afetam diretamente o processo eleitoral do Comitê, previsto para o segundo semestre deste ano. 

CBH Baía de Guanabara lança nova identidade visual

A maturidade de uma organização com conceitos sólidos, objetivos claros e um futuro planejado se reflete em sua identidade visual. E para marcar essa maturidade, o Comitê da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá lança sua nova identidade visual.

A nova logomarca está aplicada em seus perfis no Instagram, Youtube, Twitter e LinkedIn, e vai estampar todas as peças digitais e gráficas futuras. Além da logomarca, foram estudados novos elementos gráficos, como texturas e fontes, para completar a mudança visual.

A identidade visual de uma organização, seja qual for o mercado onde estiver inserida, é a forma como a marca se comunica por meio de imagens. Essa identidade é responsável por transmitir os valores, o posicionamento, as inspirações e a atitude da marca.

A nova logomarca do Comitê foi criada tendo como principal referência um dos habitantes mais ilustres da Baía de Guanabara: o Boto Cinza. A espécie, que é caracterizada como um verificador da qualidade da água – ou seja, quanto mais animais, maior a qualidade – está ameaçada de extinção. A defesa da preservação do Boto Cinza casa com os objetivos do CBH Baía de Guanabara, que são justamente recuperar, proteger e preservar todos os ecossistemas existentes na Região Hidrográfica da Baía de Guanabara. 

Acompanham o Boto Cinza na logomarca as texturas que representam a Mata Atlântica, vegetação predominante na região, além da água, elemento no qual está o foco principal da atuação do comitê.

Além desses elementos, um mascote foi criado para reunir todos esses conceitos. O Boto Guaná será um importante personagem na preservação dos corpos hídricos e, mais amplamente, do meio ambiente na região do CBH Baía de Guanabara. O nome foi escolhido porque se refere diretamente ao nome da baía e tem gênero neutro.

O CBH Baía de Guanabara ainda está preparando outras novidades. Siga nossos perfis nas redes sociais e se junte a nós na defesa do meio ambiente.

Juntos pelas águas,
mais fortes pela Baía!

Inscrições abertas para o processo eleitoral do CBH Baía de Guanabara

O processo eleitoral para composição da plenária do CBH Baía de Guanabara 2022-2024 está com inscrições abertas até o dia 31 de julho de 2022. Podem participar as entidades, com sede nos municípios situados, em sua totalidade ou em parte, na área de atuação do Comitê.

O processo ocorrerá seguindo as normas, procedimentos e critérios estabelecidos com base no Regimento Interno do comitê, com o intuito de renovar os membros, por meio de votação democrática permitindo ampla participação dos segmentos.

Confira o cronograma do processo eleitoral:

Inscrições: 03/07 a 31/07

Votação do Comitê: 29/09/2022

Divulgação do resultado final: 30/09/2022

Para mais informações, clique aqui.

Informações para Contato

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