Comitê da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá

Todos os processos hidrológicos que ocorrem dentro da delimitação de uma bacia hidrográfica contribuem para o entendimento da disponibilidade de água na região, ao contabilizar as entradas e saídas ou ofertas e demandas por água na bacia, é possível realizar o equacionamento do Balanço Hídrico.

O balanço hídrico pode ser calculado por camada de solo, trecho de rio, bacia hidrográfica ou para uma Unidade Hidrológica de Planejamento (UHP). A Figura 1 apresenta a Região Hidrigráfica V – Baía de Guanabara e as UHPs utilizadas na construção do Plano.

Figura 1: Divisão da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara em Unidades Hidrológicas de Planejamento

Fonte: Atualização e complementação do Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá. Diagnóstico – Tomo I. Elaborado por: RHA Engenharia e Consultoria Para cálculo do balanço hídrico é necessário realizar um extenso diagnóstico levantando características da bacia como o ciclo hidrológico, variáveis climáticas, padrão de usos e ocupação do solo, condições hidrogeológicas, os usos das águas existentes nos corpos hídricos inseridos na bacia, entre outros.

Atualizado recentemente, o balanço hídrico da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara encontra-se no Diagnóstico – Tomo II do Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá. Os produtos aprovados estão disponíveis em: http://www.comitebaiadeguanabara.org.br/projetos-do-comite/ na seção específica do Plano de Recursos Hídricos

Balanço hídrico quantitativo

No diagnóstico das condições de Balanço Hídrico para a Região Hidrográfica V da Baía de Guanabara foi possível subdividir os estudos considerando as águas superficiais, as águas e os sistemas de abastecimento subterrâneas.

Para o cálculo do Balanço Hídrico quantitativo superficial foi escolhido o cenário mais crítico de disponibilidade de água na bacia, onde a vazão disponível considerada foi aquela com 40% do valor total. Já a demanda de água utilizada nos cálculos utilizou métodos indiretos de estimativa por meio da população urbana encontrada na bacia.

É importante ressaltar que o abastecimento de água realizado pela ETA Guandu na região é um fator de extrema importância, atualmente a bacia apresenta dependência de abastecimento por meio deste sistema. Dessa forma, as perdas de água captada na ETA Guandu devem ser consideradas na equação e para isso foi calculado um índice de perdas no abastecimento para cada UHP da Bacia. As perdas identificadas são expressivas, onde a UHP V-e2 (Lagoa de Maricá) apresenta uma perda de 51%, sendo a maior taxa encontrada.

De acordo com o diagnóstico realizado pelo Plano de Bacia e utilização do índice WEI, pôde ser evidenciado que nenhuma UHP apresenta uma situação confortável em relação ao balanço hídrico, se traduzindo em uma baixa sustentabilidade da quantidade de água disponível na bacia. As UHPs mais críticas foram V-e1 (Lagoas de Niterói), V-b (Lagoa de Jacarepaguá e Marapendi) e V-d2 (Rios Guapimrim, Caceribu e Guaxindiba; Ilha de Paquetá) que apresentaram índices WEI respectivamente de 134%, 125% e 115%. Como mencionado, estes valores são muito críticos e pode-se concluir que grandes investimentos e um gerenciamento mais efetivo são necessários a longo prazo na bacia e nessas UHPs principalmente.

Em relação à disponibilidade de água subterrânea e sua utilização o diagnóstico levantou um total de 2.332 poços. Estimando-se uma produção contínua, é possível chegar ao valor de 101.204.969 m3/ano para a vazão gerada por estes poços.

Para os sistemas de abastecimento integrados, na RH V destacam-se o sistema Guandu/Lajes/Acari e o Sistema Imunana-Laranjal. Foi possível identificar que os sistemas necessitam de ampliação para dar maior segurança no abastecimento da RH-V, considerando que atualmente operam com demandas muito próximas da sua capacidade máxima.

Balanço hídrico qualitativo

O balanço hídrico pode ser interpretado de forma qualitativa através do Índice de Qualidade da Água (IQA) e também por meio do cálculo de vazões necessárias para diluir as cargas de efluentes sanitários domésticos que chegam às águas da bacia.

Para a RH-V foram relacionadas às Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) por UHP às vazões de extrema estiagem (40% da Q95) e vazões médias (QMLT). Considerando vazões de extrema estiagem, todas as UHPs apresentaram cenário crítico e mínima capacidade de diluir os efluentes lançados nas águas. Em relação às vazões médias, as UHPs também apresentaram alta deficiência em aportar mais carga orgânica e efluentes domésticos com exceção da UHP V-d1 (Rio Macacu). Em outras palavras as águas da RH-V estão no seu limite quando se trata de receber mais carga poluidora de efluentes domésticos.

Figura 2: Balanço Hídrico da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara por Unidade Hidrológica de Planejamento conforme índice Water Exploitation Index (WEI)

Fonte: Atualização e complementação do Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá. Diagnóstico – Tomo II. Elaborado por: RHA Engenharia e Consultoria

De modo complementar, o Diagnóstico do Plano apresenta em seu terceiro tomo as agendas temáticas, que são elaboradas para sintetizar o maior numero de informações no diagnóstico e representá-las de forma gráfica, realizando a hierarquia entre os diferentes níveis de criticidade existentes entre as UHPs da Região da Baía de Guanabara. A agenda temática de recursos hídricos, que apresenta informações sobre aspectos quali-quantitativos das águas superficiais e subterrêaneas está representada na figura 3:

Figura 3: Análise sintética do diagnóstico quanto à aspectos de qualidade e quantidade das águas superficiais e subterrâneas na Região da Baia de Guanabara

Fonte: Atualização e complementação do Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá. Diagnóstico – Tomo III. Elaborado por: RHA Engenharia e Consultoria

Para composição do balanço hídrico, uma série de aspectos foi levantada no âmbito da elaboração do Plano de Recursos Hídricos que deram origem a agendas específicas conforme tabela a seguir:

Quadro 1: Agendas temáticas produzidas no âmbito do diagnóstico do Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara

Fonte: Atualização e complementação do Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá. Diagnóstico – Tomo III. Elaborado por: RHA Engenharia e Consultoria

Saiba mais em:
Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos sistemas lagunares de Maricá e Jacarepaguá – Tomo II – Balanço Hídrico – pág. 456
Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos sistemas lagunares de Maricá e Jacarepaguá – Tomo III – Agendas temáticas – pág. 85
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