Conheça a Baía
Cachoeiras de Macacu
Vizinho dos municípios de Nova Friburgo, Rio Bonito e Tanguá, o município de Cachoeiras de
Macacu é o 9º maior em extensão territorial do Estado do Rio de Janeiro, com 953,801 km².
Está situado a 23 km a Sul-Oeste de Nova Friburgo, a 75 km do Rio de Janeiro e a 45 km de
Guapimirim.
Embora Cachoeiras de Macacu se localize na região metropolitana do estado do Rio de Janeiro,
sua região original é serrana – a sede do município se situa em uma altitude entre 50 e 57
metros acima do nível do mar. As regiões centro-sul apresentam características de baixada e a
parte norte inclui elevações da Serra do Mar. Atualmente, Cachoeiras de Macacu é dividida em
três distritos: Cachoeiras de Macacu (sede), Japuíba e Subaio.
Cachoeiras de Macacu tem potencial para exploração de atividades turísticas, com destaque
para a prática de esportes de aventura e turismo rural. O município abriga a reserva ecológica
de Guapiaçu (Regua), que há mais de 15 anos vem garantindo proteção aos remanescentes da
mata atlântica e à biodiversidade de Cachoeiras de Macacu. O município fluminense apresenta
um cenário de quedas d’águas acessadas por trilhas, montanhas e ruínas, que compõem um
cenário irresistível. Além das cachoeiras e poços, o município abriga os parques dos Três Picos,
com 60 mil hectares, sendo o maior do estado do Rio de Janeiro. Já o Parque da Terra Santa é
um santuário ecológico situado no bairro Japuíba, de onde se pode observar uma porção de
mata atlântica.
Origem Histórica
Os primeiros registros de ocupação do território que hoje compõe o município de Cachoeiras
de Macacu datam do final do século XVI. Num pequeno núcleo agrícola instalado ao redor da
antiga capela de Santo Antônio, denominado Santo Antônio de Casseribu, aproveitando a
fertilidade natural dos solos, desenvolveram-se cultivos de mandioca, milho, cana-de-açúcar,
arroz e feijão. Este núcleo inicial foi elevado a vila em 15 de maio de 1879, com o nome de
Santo Antônio de Sá, criando-se, ao mesmo tempo, o município do mesmo nome. Entre 1831 e
1835, por conta de uma febre ordênica, conhecida como “Febre de Macacu”, houve grande
perda de vidas e um significativo processo de êxodo rural que causou uma desorganização das
atividades produtivas e levou o município a enfrentar uma séria crise.
Sua sede foi transferida diversas vezes até 1929, quando passou a designar-se Cachoeiras de
Macacu e foi elevado a cidade. Até 1930, além das lavouras de subsistência, a cidade dependia
diretamente das atividades da oficina da Estrada de Ferro Leopoldina, que se aproveitava da
localização do município, usando-o como local de transbordo para a subida da serra – função
que a cidade iria perder no período pós-guerra, quando o ramal ferroviário de Cantagalo foi
desativado. Uma mudança significativa ocorreu no município no início da década de 1940, a
partir de experiências de distribuição de terras para assentamento de colonos deslocados das
áreas de citricultura da baixada fluminense. Estes formaram as colônias agrícolas de Japuíba e
Papucaia.
Firmando-se na atividade agropecuária, o município de Cachoeiras de Macacu hoje já sofre os
efeitos do avanço da metrópole na medida em que suas terras passam a ser procuradas como
área de sítios de lazer, onde se encontram belas cachoeiras e sua maravilhosa serra, que dá
acesso ao município de Nova Friburgo. Bem como já se esboça a expansão de loteamentos nos
limites com Itaboraí. Comporta ainda, próximo aos seus limites com Guapimirim, um
assentamento agrícola de grande importância, chamado São José da Boa Morte, com uma
extensão de quase 200 km², que recebeu este nome por causa de uma igreja construída pelos
jesuítas, que tinha a mesma denominação. Hoje a igreja está em ruínas e é um dos principais
pontos turísticos da região.
Recursos hídricos
Devido à localização geográfica privilegiada, Cachoeiras de Macacu possui vasto potencial hídrico e apresenta grande variedade de recursos, sendo um importante fornecedor de água para outras localidades. A região está inserida em duas grandes bacias hidrográficas, a do Rio São João e a dos rios Guapi-Macacu. A bacia hidrográfica do Rio São João se situa na região de baixadas litorâneas, compreendendo uma área de drenagem de aproximadamente 2.160 km², que abrange parcialmente os municípios de Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito, Casimiro de Abreu, Araruama, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e Rio das Ostras, e integralmente o município de Silva Jardim.
A bacia hidrográfica dos rios Guapi-Macacu integra o sistema hidrográfico da Baía de
Guanabara. Com uma área de drenagem de cerca de 1.640 km², corresponde a 31% da área
continental de contribuição deste sistema. O Rio Macacu nasce na Serra dos Órgãos, a cerca de
1.700 metros de altitude, em Cachoeiras de Macacu, e percorre aproximadamente 74
quilômetros até a junção com o Rio Guapimirim. O Canal de Imunana foi construído a partir da
confluência dos rios Guapiaçu e Macacu, para drenar as áreas frequentemente inundadas. A
obra desviou o curso natural do Rio Macacu, que foi unido ao Rio Guapimirim e desconectado
do Rio Caceribu. Sua área de drenagem foi enormemente aumentada, e o Rio Guapimirim,
após receber as águas do Macacu-Guapiaçu, até sua foz na Baía de Guanabara, passou a ser
chamado de Guapi-Macacu. O Rio Macacu é o maior rio que deságua na Baía de Guanabara,
tanto em extensão quanto em volume d’água.
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