Monitoramento

Monitoramento Quali-quantitativo do CBH Baía de Guanabara completa 16 meses e proporciona solução de vários problemas

A produção de relatórios mensais do programa de Monitoramento Quali-quantitativo realizado pelo CBH Baía de Guanabara tem o objetivo de mapear a qualidade da água e traçar ações junto a autoridades estaduais e municipais que visam preservar os corpos hídricos. O programa vai analisar por 30 meses a realidade de 17 municípios que compõem a bacia hidrográfica, parcial ou totalmente.

Iniciado em outubro de 2021, o estudo acaba de completar 16 meses e já concluiu que o despejo de esgoto e o descarte de lixo nos diversos corpos hídricos que compõem a região, especialmente em áreas de alta densidade demográfica, são motivos de grande preocupação para quem lida com o tema. E confirma a ineficiência da gestão pública no que diz respeito à coleta e ao tratamento do esgoto, ao mesmo tempo que levanta dados necessários para que sejam pensadas e efetivadas ações públicas capazes de resolver os problemas identificados.

Para a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap), Secretaria Executiva do CBH Baía de Guanabara, que contratou o levantamento, o estudo tem evidenciado uma queda gradativa da qualidade da água ao longo do trajeto dos rios, em razão do lançamento constante de efluentes domésticos in natura nos corpos hídricos, com consequente degradação da qualidade da água das lagoas costeiras e da Baía de Guanabara.

O escopo do levantamento é resultado de uma construção coletiva que envolve o CBH Baía de Guanabara, a Agevap; o Instituto Estadual do Ambiente (Inea); a Prefeitura do Rio de Janeiro; as universidades Federal do Rio de Janeiro, Federal Fluminense e Estadual do Rio de Janeiro; a concessionária municipal Águas de Niterói e especialistas. O investimento integral de R$ 2.293.350 está sendo realizado pelo CBH Baía de Guanabara, por meio de recursos oriundos da cobrança pelo uso da água.

Soluções

Problemas descobertos a partir dos relatórios já foram, inclusive, solucionados, como a identificação de uma calha de drenagem com lançamento de esgoto na bacia contribuinte na Lagoa Rodrigo de Freitas, que era ligada diretamente à Favela da Rocinha. Com essa informação, a concessionária Águas do Rio interveio e conectou a calha ao sistema de tratamento de esgoto, para interromper o lançamento irregular neste ponto específico.

Além disso, o monitoramento também tem produzido uma extensa base de dados para pesquisadores, que carecem desse tipo de informação, especialmente se considerados fatores como área de abrangência, tempo e periodicidade. Para ampliar as formas de avaliar a qualidade ambiental dos recursos hídricos, uma parceria entre o Comitê, o Inea e universidades dará origem a outros monitoramentos na Região Hidrográfica da Baía de Guanabara – cinco novos projetos deverão ser iniciados nos próximos meses: Monitoramento por satélite das florações algais nocivas (FANs) na Baía de Guanabara; Monitoramento dos Contaminantes emergentes; Vírus entéricos na Água; Avaliação da carne de pescado; e Ampliação do monitoramento sistemático da Qualidade da Água.

De acordo com a Secretaria Executiva do CBH Baía de Guanabara, os dados gerados também subsidiarão o futuro enquadramento dos corpos hídricos, de modo que se possa estabelecer o nível aceitável para o uso que se pretende e quanto tempo será necessário para isso.

Os relatórios mensais (técnico, simplificado e fotográfico) estão disponíveis na página do Comitê da Baía de Guanabara, no link: https://comitebaiadeguanabara.org.br/monitoramento-quali-quantitativo/.




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